Review: Call of Duty: Ghosts

16 novembro 2013


Esqueça os "trolls". Esqueça os reviews negativos que chamam a atenção dos fãs da série. Comemorem. Temos um Call of Duty que faz jus, pela primeira vez, a Modern Warfare 2. Call of Duty: Ghosts me surpreendeu da mesma maneira que Modern Warfare 2 o fez anos atrás. A grandiosidade dos cenários, da ação, a beleza dos gráficos, os tiroteios... tudo em Ghosts impressiona. Batalhas no espaço, no fundo do mar, em uma cidade sendo inundada... a cada fase me via boquiaberto. Tudo em sequências de tirar o fôlego. Ah, mais uma vez, Battlefield ficou para trás. Contudo, a série está tomando um rumo mais ficcional. A história se passa em um futuro onde a “Federação” tomou conta do mundo inteiro, exceto os EUA, que possuem uma carta na manga: os “Ghosts”. Esses super soldados tem sua história bem contada no início do game, lembrando até God of War pela forma de narrativa. Você joga como Logan, um cara que possui um irmão e um pai engajados na luta. Não possuindo uma profundidade grande, a história lembra bastante aquelas de filmes dos anos 80. Não vou entrar no mérito de contá-la para não estragar a narrativa. 

Uma das principais atrações de Ghosts, que não dei muita atenção quando anunciada, mas fez toda a diferença, é Riley. Sim, um cachorro. Riley está para os cães virtuais assim como Agro (de Shadow of the Colossus) esteve para os cavalos virtuais em sua época. A perfeição dos movimentos, das reações e do latido impressiona. Uma das coisas que o pastor alemão faz que também chama a atenção é o famoso “breach”. Arrombar uma porta em câmera lenta sempre foi marca da série, contudo, dessa vez Riley entra primeiro e o arrombamento é realizado de dentro para fora. Muito bacana. Pena que o canino só faz uma ponta.
O multiplayer continua o mesmo. Digo isso como elogio, pois praticamente mantém o estilo viciante de sempre. Pena que não se destaque tanto quanto seu modo single player. Outro ponto que merece comentário é a dublagem. Apresentando alguns momentos frustrantes, não é tão ruim quanto Assassin's Creed IV nem tão boa quanto a de Injustice. Parece muito com a de Black Ops II, talvez um pouco melhor. Merece parabéns, mas não possui tantos méritos, uma vez que em alguns momentos, onde deveria existir mais emoção na narrativa, o dublador parece estar apenas lendo um texto. 


Call of Duty: Ghosts merece o título de jogo de guerra do ano com facilidade. Apesar das alegações na internet que ele não inova, ou que ele não muda sua engine desde o primeiro game, não se enganem. O jogo está maravilhoso. E não sou fã, pois não gostei nem um pouco de Black Ops II, por exemplo. Porém, quando fizerem Ghosts 2 (pelo final parece que vamos ter uma sequência em breve), se conseguirem manter o nível e fizerem o jogo todo para next gen, será praticamente compra obrigatória. Talvez o único ponto negativo é a campanha curta. Porém, com tantos momentos incríveis, é compreensível.


Call of Duty: Ghosts torna a tarefa de se fazer um review difícil sem dar spoilers. Isso porque a cada frase que escrevo, me dá vontade de contar um dos vários momentos surpreendentes que tive com o game. Espero que, caso não tenham interesse em comprá-lo, aluguem. É Hollywood em essência.


Nota: 9/10

Plataformas: PS3/Xbox 360/PS4/Xbox One/PC
Produtora: Activision

Até mais! Cris

16 novembro 2013
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